Os planos de saúde no Brasil, em especial o cenário em que se encontra a GEAP, têm provocado grande preocupação e tirado o sono de milhares de beneficiários. Os reajustes elevados, em grande parte vinculados ao fator idade, deixam aposentados à deriva, obrigando muitos a abandonar a rede privada e recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo após décadas de contribuição.
Para grande parte dos trabalhadores, pagar um plano de saúde representa segurança e tranquilidade. No entanto, ao chegar à aposentadoria, esse compromisso financeiro se transforma em um peso insustentável. Muitos idosos se veem diante de uma escolha cruel: manter o plano ou arcar com despesas básicas como água e luz, tamanha a escalada dos reajustes.
Essa realidade se repete todos os dias nas reclamações abertas nos Procons e entidades de defesa do idoso. A partir dos 60 anos, as mensalidades aumentam de forma expressiva, podendo ultrapassar 100% em um curto período.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) esclarece que os reajustes variam conforme o tipo de contrato. Nos planos individuais e familiares existe um teto anual definido pela agência. Já nos planos coletivos, onde se enquadra a maioria dos aposentados, não há limites pré-estabelecidos e as negociações ocorrem diretamente entre operadoras e administradoras. Esse modelo abre espaço para aumentos abusivos, pouco transparentes e extremamente prejudiciais aos beneficiários mais vulneráveis, os idosos.
Na prática, os planos de saúde parecem adotar uma política de exclusão: à medida que o idoso utiliza mais os serviços, o custo aumenta e os reajustes tornam-se tão altos que inviabilizam a permanência no convênio. O resultado é um ciclo perverso que empurra o beneficiário para fora do sistema justamente quando ele mais precisa de assistência.
Embora o Estatuto do Idoso proíba reajustes discriminatórios por idade e decisões judiciais já tenham reconhecido o abuso nessas práticas, as operadoras continuam aplicando aumentos sob a justificativa de maior utilização dos serviços nessa faixa etária.
Diante desse cenário, a Associação A GEAP É NOSSA segue atuando firmemente nas esferas política e jurídica para combater esses abusos e defender os direitos dos aposentados e idosos. Acreditamos que uma sociedade que não protege seus idosos compromete o próprio futuro.
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