A suspensão abrupta de atendimentos em redes credenciadas da GEAP Saúde na região de Manaus está sendo investigada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM). Segundo o órgão, as práticas adotadas pela operadora têm prejudicado pacientes em tratamento continuado, pacientes oncológicos, idosos, gestantes e crianças.
Em Manaus, a interrupção dos serviços em dois dos maiores hospitais da capital, o Santa Júlia e o Adventista, motivou a abertura de um inquérito civil, assinado pelos titulares das três Promotorias de Justiça Especializadas na Defesa e Proteção dos Direitos do Consumidor (Prodecon).
A apuração também leva em conta uma ação judicial em curso na Justiça estadual, na qual a GEAP contesta a suposta suspensão unilateral dos serviços médico-hospitalares prestados pelo Hospital Santa Júlia aos seus beneficiários.
Além disso, denúncias apresentadas às Promotorias apontam possível redução da rede assistencial da operadora e falta de comunicação adequada aos usuários sobre mudanças no atendimento.
O Ministério Público encaminhou ofícios à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), aos Hospitais Santa Júlia e Adventista e à própria GEAP, solicitando esclarecimentos e manifestações sobre os fatos investigados.
O MP também prevê a realização de audiência extrajudicial entre as partes, com o objetivo de buscar soluções que garantam a continuidade da assistência hospitalar aos beneficiários da GEAP no Amazonas.
Paralelamente às investigações conduzidas pelas Prodecon, a procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Albuquerque, notificou formalmente a direção regional da GEAP. Ela solicitou informações detalhadas sobre a situação atual da rede credenciada no estado, especialmente em Manaus, e sobre as medidas adotadas para assegurar a continuidade do atendimento aos beneficiários vinculados ao MPAM.
Com informações do Ministério Público do Estado do Amazonas.
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