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A GEAP É NOSSA

Crise na GEAP: DÍVIDAS MILIONÁRIAS DA GEAP PREJUDICA ATENDIMENTO

GEAP Saúde acumula dívidas milionárias com prestadores, restringe rede de atendimento, opera com sinistralidade de 99% e adota uma gestão temerária, fatores que explicam a crise.

A restrição no atendimento aos beneficiários da GEAP Autogestão em Saúde em hospitais e clínicas por falta de pagamento tornou-se uma das principais queixas dos usuários e já ocupa espaço em veículos de grande circulação nacional.

Uma rede hospitalar de grande porte, com atuação em todo o país, afirmou à coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, sob sigilo, que a dívida da operadora ultrapassa R$ 220 milhões.

Além da inadimplência, fontes do setor relataram à colunista que a GEAP tem ampliado o número de contestações de cobranças apresentadas pelos hospitais, as chamadas glosas técnicas, como forma de retardar pagamentos. Em um grupo hospitalar do estado de São Paulo, o índice de glosas teria alcançado 60%, muito acima da média considerada aceitável no setor, que gira em torno de 5%.

Procurada pela Folha, a GEAP afirmou que não reconhece os valores mencionados e declarou que “eventuais divergências financeiras devem ser analisadas à luz dos contratos, da documentação apresentada e dos serviços efetivamente prestados”. Sobre as glosas, a operadora justificou que elas “decorrem de auditorias técnicas e da identificação de inconsistências documentais, contratuais ou assistenciais”.

Alertas ignorados e deterioração financeira

Desde 2023, a Associação A GEAP É NOSSA vem alertando para os sucessivos resultados líquidos negativos da operadora com base nos dados econômico-financeiros divulgados pela ANS.

No 3º trimestre de 2025, a operadora estava na lista das três piores operadoras de grande porte na modalidade autogestão, com resultado líquido negativo de acima de 4 milhões. O Painel econômico-financeiro da ANS também apontou uma sinistralidade acumulada de 99% no ano, o que demonstra o descontrole da atual gestão em relação as despesas com saúde, cujo a média deve girar em torno de 80%, no máximo 85% de sinistralidade.

Diante de todos esses problemas da GEAP, a ASSOCIAÇÃO vem acompanhando o desempenho da operadora e tem reiteradamente alertado a Presidência do Conselho de Administração, que está sob a responsabilidade do Ministério da Gestão e Inovação, e a própria Ministra Esther Dweck sobre a situação da operadora.

A cada dia que passa fica mais evidente o desastre da atual gestão da GEAP, que optou por um crescimento de carteira sem sustentabilidade, baseada na demissão de funcionários que tinham expertise em saúde suplementar e na terceirização de áreas estratégicas da operadora, o que piorou significativamente os serviços e fragilizou os controles internos.

A Associação já manifestou a sua posição sobre a necessidade de maior controle social, com a recriação dos Conselhos Estaduais dos Beneficiários, uma vez que a operadora é uma autogestão sem fins lucrativos, cujo os beneficiários são responsáveis por 92% de todos os recursos, além da criação urgente de uma Diretoria de Conformidade (Compilance).

A GEAP AUTOGESTÃO EM SAÚDE foi negociada no início de 2023 com o Podemos cujo a Presidente do partido, Renata Abreu, entregou a Gestão da Operadora a seu afilhado político, Douglas Vicente Figueredo.

O Conselho de Administração (CONAD), é a instância máxima da GEAP, composto por três representantes do governo: MGI, Ministério da Saúde e INSS, e três eleitos pelos beneficiários e que até o momento nunca prestaram constas de suas atividades.

A Associação A GEAP É NOSSA continuará atuando em diversas frentes para que a GEAP seja administrada por aqueles que realmente sustentam a operadora e tem compromisso com o dinheiro dos beneficiários.

Clique aqui para ler a matéria publicada na FSP.

FILIE-SE à Associação A GEAP É NOSSA, clicando aqui.

 

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