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A GEAP É NOSSA

Bancários cobram Banco do Brasil mais recursos para Cassi, e a GEAP?

Diretoria da Cassi encaminhou correspondência às entidades representativas dos bancários informando sobre a necessidade de aporte financeiro para o equilíbrio das contas da operadora. Geap também enfrenta dificuldades, mas nem a direção da operadora, nem o CONAD tocam no assunto.

Representantes das entidades dos servidores do Banco do Brasil e integrantes da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) receberam um comunicado da Diretoria da Cassi (Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil) alertando, em caráter urgente, para a necessidade de uma solução para manter as contas da Caixa de Assistência em conformidade com as exigências financeiras e regulatórias.

As entidades representativas e a CEBB se reuniram para alinhar estratégias da negociação com o banco e, diante do cenário, chegaram a um consenso de que seria necessário reforçar ao Banco do Brasil a importância de um aporte emergencial de R$ 580 milhões, para garantir os recursos imediatos e preservar o atendimento aos associados. Eles também defenderam o adiamento da cobrança da primeira parcela do adiantamento do 13º salário para o fim de 2027.

Uma Mesa de Negociação foi instalada entre as entidades e o Banco do Brasil. O negociador do BB afirmou que a instituição vê de forma positiva a proposta de aporte, mas ponderou que a antecipação do 13º salário não seria suficiente para solucionar o problema de desenquadramento do capital regulatório da Cassi.

Para o Presidente da Cassi, Claudio Said, o comunicado tem o objetivo de informar aos patrocinadores da entidade, Banco do Brasil e associados sobre a situação financeira e as possíveis consequências caso não haja ingresso de novos recursos no Plano de Associados, além de alertar para a gravidade do momento.

Na Mesa de Negociação, a dirigente das entidades, Fernanda Lopes, defendeu que “a recomposição das reservas siga a proporção de 70% de participação do banco e 30% dos associados, conforme previsto na legislação vigente”.

O negociador do BB acolheu positivamente a proposta, mas afirmou que a instituição precisa de tempo para avaliar seus impactos.

Para o diretor do Sindicato dos Bancários e funcionário do Banco do Brasil, Matheus Fraiha, a Cassi é “uma conquista histórica do funcionalismo e, como participamos das negociações, defendemos que as decisões avancem com responsabilidade e agilidade. O Banco do Brasil precisa assumir seu compromisso em garantir atendimento de qualidade aos associados e a sustentabilidade da nossa Caixa de Assistência”, destacou o diretor.

GEAP Saúde também enfrenta crise

Assim como a Cassi, uma das maiores operadoras de plano de saúde na modalidade autogestão, a GEAP Saúde também atravessa graves problemas financeiros e em breve necessitará de aportes financeiros para sobreviver.

Enquanto a direção da Cassi trata o assunto de forma transparente, informando tanto a patrocinadora Banco do Brasil como as entidades representativas dos funcionários do BB, na GEAP Autogestão em Saúde o assunto da crise é ignorado. Tanto pelo CONAD como pela Direção da operadora.

Recentemente em matéria publicada na Folha de São Paulo, foi tornado público aquilo que os beneficiários da GEAP vêm sentindo na pele: rede que não funciona, negativa ou demora excessiva na autorização de procedimentos, dívida com a rede de prestadores, etc.

A política de crescimento sem sustentabilidade que a operadora adotou desde o início da atual gestão, com o aval dos Conselheiros do CONAD, sejam eles eleitos ou do governo, empurraram a operadora para a maior crise da história.

Para tentar solucionar o problema de descredenciamento de prestadores por falta de pagamento e utilização de glosas como instrumento de fazer caixa, a GEAP optou por uma série de artifícios para solucionar a crise, dentre elas as parcerias generalizadas com outras operadoras, como Cassi, Hapvida, Unimed Nacional e Amil.

Todas essas operadoras estão entre as que tem o maior número de reclamações na ANS, além de também estarem enfrentando problemas financeiros. Esse é o famoso e conhecido “abraço de afogados”!

A Associação A GEAP É NOSSA tem reiterado que os beneficiários não podem mais arcar com o ônus de gestões que arruínam a operadora e, depois, deixam a conta para eles pagarem.

Em caso de intervenção da ANS, caberá à maior “patrocinadora” da operadora, a UNIÃO – detentora da Presidência do CONAD e do voto de minerva – realizar os aportes necessários para o equilíbrio das contas, não os beneficiários.

Chegou a hora da UNIÃO prestar contas desta gestão!

Mais transparência, mais diálogo e mais controle Social – A GEAP É NOSSA.

FILIE-SE à Associação A GEAP É NOSSA, clicando aqui.

Clique aqui para ler a matéria completa do Sindicato dos Bancários de BH e Região com a Contraf-CUT

 

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